Política participativa – cada vez mais perto da verdadeira democracia

Democracia-DiretaObjetivando a democracia – poder concedido ao cidadão para tomar importantes decisões políticas – a política representativa surgiu pelo motivo de não poder reunir todo o povo em um só lugar e muito menos poder ouvir cada pessoa em meio a essa multidão. Imagino, também, que essa reunião tomaria muito tempo das pessoas. Foi então que grupos de pessoas começaram a escolher representantes para decidir questões comuns a todos. Porém, alguns tinham mais que outros e assim, a corrupção adaptou-se ao novo modelo político, conforme já descrito em “Política representativa – você sempre foi enganado (a)”.

Não vamos pensar em uma solução para este caso, pois o passado já se foi. Portanto, nesses moldes podemos considerar inviável a política participativa para aquela época.

Hoje temos a internet para usarmos como ferramenta de comunicação participativa em massa.

Imagine que uma pessoa pense e apresente uma solução para um determinado problema. Se a proposta for interessante, outras pessoas irão comentar, concordar e compartilhar com outras pessoas, que farão o mesmo. Independente do tempo transcorrido, com o apoio de mais de 50% das pessoas, do total cadastrado de modo facultativo, essa solução então é aprovada e posta em prática. As pessoas e suas participações não são secretas e ficam registradas para quem quiser consultar. Simples assim!

A proposta é substituir os deputados e vereadores do poder legislativo pelo povo numa democracia direta.

Assista um vídeo muito esclarecedor a respeito do tema:

Se o vídeo não abrir clique aqui: Democracia Direta com Ton Martins

Tivemos uma ideia disso com a lei da “Ficha limpa”. Por iniciativa popular, mais de 1.3 milhões de pessoas assinaram a favor desse projeto de lei para ser aprovado pelo congresso. Resultado: em 2009 com muita pressão popular, fomos vitoriosos.

Temos outras iniciativas populares em andamento. Se concorda, assine e ajude a espalhar:

É desta forma que mudaremos o sistema gradativamente.

Outro exemplo que temos, apesar da mídia convencional tentar ocultar, é o que está acontecendo na Islândia desde o começo da crise econômica de 2008. Rejeitando as medidas de austeridade impostas pela União Européia e FMI, em 2009 o povo islandês se uniu, condenou os políticos e banqueiros envolvidos na crise e empregou a política participativa direta, com o auxílio da internet, para encontrar uma solução. Desde então, estão se saindo muito bem.

Para saber mais sobre esse caso da Islândia leia:

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3 comentários em “Política participativa – cada vez mais perto da verdadeira democracia

  1. Concordo que a democracia direta, em tese, seria muito mais eficiente e justa do que a democracia representativa. Também concordo que com a tecnologia atual poderíamos, de fato, tornar a democracia direta realidade. Mas a questão que tenho é: Mesmo se a democracia, da forma que foi apresentada, fosse adequadamente posta em prática, ela seria completamente justa? Seria a alternativa mais eficiente para gerir os recursos da natureza? Não estou falando nem da prática, não precisamos ir tão longe. Basta analisarmos a teoria. Parece razoável que 50% + 1 decida o destino dos outros 50% – 1? Ou, é justo que 1% seja obrigado a sofrer com um acordo desfavorável por ser uma minoria?
    Até onde eu saiba, é papel da democracia fazer acordos e chegar em decisões que beneficiem a todos, independente do tamanho de cada grupo,

    • Penso que agradar a todos é quase que impossível, a menos que todas as pessoas se transformem, de alguma forma, em uma consciência única.

      Atualmente a minoria, a elite econômica, é que manda e a maioria sofre e morre como consequência. É lógico pensar que a necessidade de muitos sobrepõe à necessidade de poucos, como disse Spock, em Star Trek.

      Há um enorme gradiente no entendimento de pessoa para pessoa, mas talvez com o tempo possamos sincronizar nossas prioridades e trabalharmos juntos, chegando perto de nos tornarmos em uma consciência só.

      A política participativa é o próximo grande salto, não só para isso, mas para que nós mesmos possamos nos representar. Nesse modelo, cada pessoa tem voz ativa e dependerá somente dela mesma, expor argumentos ou justificativas para que sua proposta seja levada a sério por outras pessoas, discutida e aprovada pela maioria.

  2. “É justo que 1% seja obrigado a sofrer com um acordo desfavorável por ser uma minoria?”
    Infelizmente não! mas em decisões envolvendo opiniões que se contrapõe alguém vai sair insatisfeito… Porém é melhor que 1% saia insatisfeito do que os outros 99% não acha?!.

    É isso que acontece numa democracia representativa… É isso que vem acontecendo. Eu não nunca votei pra aumento de salário de politico, eu não botei Renan Calheiros no conselho de ética, eu não votei a favor da homossexualidade ser tratada como doença dentre tantas outras coisas que acredito que a grande maioria não concorda porém estão entrando em vigor Medida Provisória atrás de Medida Provisória que de provisória tem só o nome…

    Infelizmente esse legislativo não me representa, eu quero votar em ideias não em pessoas

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