Privatização é a melhor saída?

Imagine-se vivendo em uma cidade onde todo o dinheiro pago em tributos é investido na solução de problemas e necessidades que todos temos em comum. Uma cidade construída com materiais da mais alta tecnologia e durabilidade, visando extrema eficiência no seu funcionamento, para que não percamos tempo e dinheiro com posteriores manutenções ou trocas. Portanto:

  1. Todas as casas seriam planejadas e construídas gratuitamente. Essas casas gerariam sua própria energia, através de painéis solares nos telhados e janelas; o excedente iria para a linha de energia pública. Possuiriam, também, um sistema de captação de água da chuva, sendo o excedente devolvido ao solo ou a reservatórios.
  2. A cidade contaria com um gerador de energia de última geração ou ainda com uma tecnologia a ser desenvolvida no futuro, oferecendo energia gratuita a todos.
  3. A rede de água e esgoto seria bem planejada e atenderia a todas as moradias gratuitamente.
  4. As redes de comunicação, como internet, telefone e TVs por assinatura seriam gratuitas e todos teriam acesso a elas.
  5. A rede de saúde também seria impecável e gratuita, com um centro de pesquisas e desenvolvimento para o combate de doenças e tratamentos em geral.
  6. Todas as pessoas teriam acesso gratuito a alimentos comuns à necessidade e saúde de todos, seguindo recomendações baseados em estudos de profissionais da área, pois com altos investimentos, há anos, na tecnologia de alimentos, os processos e automatizações seriam melhorados até tornarem-se autônomos.
  7. Os transportes, necessidade comum a todos, seriam gratuitos, seguros e não poluentes. Isto tornaria desvantajoso cada pessoa ter seu próprio veículo, acabando, consequentemente, com o trânsito sobrecarregado, acidentes, custos e manutenções correspondentes.
  8. As vias de transporte seriam construídas corretamente, objetivando durabilidade, eficiência e segurança.

Com todos os habitantes satisfeitos, a criminalidade cairia acentuadamente, pois todas as necessidades básicas seriam sanadas. Fome, sede, stress, ansiedade e doenças seriam quase que totalmente erradicados nesse modelo. Com acesso livre a produtos e serviços essenciais, a tendência é melhorar o convívio social.

Utopia?

Se realmente não existisse a corrupção nos governos, ou seja, se realmente os políticos representassem seus eleitores, trabalhassem para eles e não para as grandes empresas, gradativamente os custos dos produtos e serviços públicos finais tenderiam a zero. E não só chegaríamos a esse cenário, como também iríamos infinitamente além, pois é o objetivo de todo o contribuinte melhorar cada vez mais a sua vida e a de sua família. Esse é o modelo público em funcionamento sem corrupção. Para mais informações leia Democracia Direta.

Mesmo assim você acha utopia o setor público funcionar sem privatizar? Temos como exemplo a Receita Federal e o setor Eleitoral, que funcionam muito bem. Esses setores estão muito mais avançados do que os outros, pois seus resultados são de grande interesse dos políticos e não do povo.

Cenário privatizado

Agora que você pôde imaginar um cenário público, funcionando sem corrupção, vamos compará-lo com o que temos hoje:

  1. As casas são construídas conforme o poder aquisitivo de cada proprietário. Consequentemente muitos não conseguem moradia e os que conseguem têm suas casas construídas com métodos e materiais inseguros e duvidosos.
    Obs.: o conceito difundido sobre a propriedade de um imóvel que as pessoas têm é, na verdade, uma ilusão, já que se o IPTU não for pago, o município pode tomá-lo, ou seja, ninguém é realmente dono de seu imóvel, paga-se apenas um “aluguel” anual por ele.
  2. A cidade contrata uma empresa privada ou mista para fornecer energia às moradias, mas esta não investe, corta custos e aumenta tarifas, pois seu objetivo é lucrar e não investir. Se há algum investimento, ele tende a ser superficial e seus custos “coincidentemente” sempre aumentam na conta de cada morador com o passar do tempo.
  3. No tratamento de água e esgoto acontece o mesmo que no fornecimento de energia. Com o lucro sendo o objetivo principal, a falta de investimentos faz com que as redes de tratamento tendam a piorar, com produtos químicos mais baratos e mais destrutíveis somados à tendência do aumento populacional na referida cidade.
  4. Nas redes de comunicação, a situação é semelhante: a empresa privada faz investimentos superficiais, pois objetiva o lucro. Não é à toa que esse segmento é líder em reclamações de clientes nos últimos anos e infelizmente não há perspectivas de melhora.
  5. A rede de saúde particular funciona aparentemente bem, mas se você for vítima em uma emergência de vida ou morte e não tiver como pagar na hora, você está condenado. As consultas e exames são caros. Os planos de saúde também pagam muito mal os profissionais, o que compromete a qualidade dos atendimentos. Esses são exemplos práticos que presenciamos nos últimos anos.
  6. No setor alimentício, os preços flutuam de acordo com a “vontade” dos supermercados (empresas multinacionais) que já dominam todo o Brasil.
  7. O transporte público geralmente é terceirizado por uma empresa privada ou mista que apresenta todos os problemas já mencionados referentes ao lucro.
    Para fugir do transporte público muitos compram seus próprios veículos, aumentando, cada vez mais, problemas como trânsito sobrecarregado, motoristas incompetentes, poluição e riscos de acidentes.
    Obs.: Nos transportes particulares existe mais uma ilusão de propriedade, pois se o veículo não estiver em dia com o IPVA pago, o mesmo é apreendido.
  8. As vias de transporte revelam, na prática, várias irregularidades. Nas rodovias, as concessionárias cobram pedágios abusivos, já que seus contratos geralmente são para a manutenção da via. E ainda o governo destina verbas ou subsídios para a concessionária, que usa esse recurso na manutenção e em outras alterações como viadutos, pontes ou duplicações. A malha ferroviária tem vários pontos inseguros para os moradores das cidades onde passa. Ou seja, não há investimentos significativos do setor privado em melhorias tecnológicas e segurança. O objetivo principal, mais uma vez, é o lucro.

Muitos habitantes vivem insatisfeitos, a criminalidade inerente a esses aspectos é alta. O cenário se agrava se a empresa privada for uma multinacional e estiver passando por crises financeiras em outros países. O que acontece é que a regional brasileira, além de aumentar suas tarifas em seus produtos e serviços, tem anulada qualquer possibilidade de investimento local, pois o lucro obtido é enviado para outros países para resistir às crises. Outra questão é que em caso de guerra com outro país, de onde a empresa multinacional é a matriz, esses produtos e serviços podem ser cortados. E nem é preciso pensar muito como seria se os supermercados, as comunicações, centrais de energia, redes de água e esgoto, transportes e saúde parassem de funcionar de repente. Com produtos e serviços cada vez mais restritos, a tendência é piorar o convívio social.

Como surge a “necessidade” de se privatizar?

PrivatizacaoEssa falsa necessidade aparece de um favor ou de um acordo feito entre político e grande empresa e mostra-se de duas formas:

  • Os políticos, quando no poder, recebem propostas de profissionais contratados pelas empresas, os tais lobistas. Nessas propostas são oferecidos muito dinheiro, cargos importantes ou favores.
  • Os políticos, ainda candidatos, têm suas campanhas financiadas pelas grandes empresas interessadas na privatização de algum setor público.

Mas afinal, o que as empresas ganham comprando (corrompendo) políticos?

  1. Os políticos apresentam leis, que beneficiam a empresa – seu real empregador – e conseguem suas aprovações.
  2. Os políticos criam licitações “direcionadas” de obras, produtos ou serviços, que além de beneficiar a empresa com o contrato, os valores são superfaturados e é o contribuinte que paga a conta.
  3. Os políticos abandonam investimentos em certas áreas para que o povo pense que a melhor alternativa é privatizar. Já que o governo “não dá conta”, a área é privatizada.

A verdade é que os políticos trabalham para as grandes empresas – simples, multinacionais ou bancos – e não para o povo e é assim desde sempre. Esse é o sistema político-financeiro.

Conclusão

Apresentei a visão que tenho do cenário público – que funciona sem corrupção – e do privado – que já vemos na prática, além de mapear abstratamente o problema da corrupção.

O que é preferível? Combater a corrupção, com métodos como a política direta, ou jogar áreas importantes e essenciais nas mãos de empresas privadas (geralmente multinacionais ou bancos) que têm como prioridade máxima o lucro?

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Política participativa – cada vez mais perto da verdadeira democracia

Democracia-DiretaObjetivando a democracia – poder concedido ao cidadão para tomar importantes decisões políticas – a política representativa surgiu pelo motivo de não poder reunir todo o povo em um só lugar e muito menos poder ouvir cada pessoa em meio a essa multidão. Imagino, também, que essa reunião tomaria muito tempo das pessoas. Foi então que grupos de pessoas começaram a escolher representantes para decidir questões comuns a todos. Porém, alguns tinham mais que outros e assim, a corrupção adaptou-se ao novo modelo político, conforme já descrito em “Política representativa – você sempre foi enganado (a)”.

Não vamos pensar em uma solução para este caso, pois o passado já se foi. Portanto, nesses moldes podemos considerar inviável a política participativa para aquela época.

Hoje temos a internet para usarmos como ferramenta de comunicação participativa em massa.

Imagine que uma pessoa pense e apresente uma solução para um determinado problema. Se a proposta for interessante, outras pessoas irão comentar, concordar e compartilhar com outras pessoas, que farão o mesmo. Independente do tempo transcorrido, com o apoio de mais de 50% das pessoas, do total cadastrado de modo facultativo, essa solução então é aprovada e posta em prática. As pessoas e suas participações não são secretas e ficam registradas para quem quiser consultar. Simples assim!

A proposta é substituir os deputados e vereadores do poder legislativo pelo povo numa democracia direta.

Assista um vídeo muito esclarecedor a respeito do tema:

Se o vídeo não abrir clique aqui: Democracia Direta com Ton Martins

Tivemos uma ideia disso com a lei da “Ficha limpa”. Por iniciativa popular, mais de 1.3 milhões de pessoas assinaram a favor desse projeto de lei para ser aprovado pelo congresso. Resultado: em 2009 com muita pressão popular, fomos vitoriosos.

Temos outras iniciativas populares em andamento. Se concorda, assine e ajude a espalhar:

É desta forma que mudaremos o sistema gradativamente.

Outro exemplo que temos, apesar da mídia convencional tentar ocultar, é o que está acontecendo na Islândia desde o começo da crise econômica de 2008. Rejeitando as medidas de austeridade impostas pela União Européia e FMI, em 2009 o povo islandês se uniu, condenou os políticos e banqueiros envolvidos na crise e empregou a política participativa direta, com o auxílio da internet, para encontrar uma solução. Desde então, estão se saindo muito bem.

Para saber mais sobre esse caso da Islândia leia:

Voto Nulo

“Se voto mudasse algo certamente seria proibido!”

Voto obrigatório é ditadura e não democracia. Se você não vota, sofre retaliações, como multa de R$ 3,50 por cada pleito, que se não for paga, você não pode fazer seu passaporte, inscrever-se em concursos públicos, receber salários de função ou emprego público. Para saber mais, leia TSE – Eleitor Faltoso.

Abstenção, justificativa ou voto NULO são as melhores opções que temos agora, apesar de haver fraudes nas urnas eletrônicas:

Abstenção, justificativa ou voto NULO é não querer fazer parte de um sistema político que vem desde a época da Grécia e Roma antigas e que nunca deu e nunca dará certo para o povo!

Está mais que comprovado que não dá certo!

Temos que acabar com essa POLÍTICA REPRESENTATIVA, pois os políticos não nos repre$entam. Os projetos de leis são feitos indiretamente por grandes corporações e bancos que pagam grandes quantidades de dinheiro para a maioria dos políticos aprovarem. Por isso não adianta ficar trocando os políticos, pois no mundo do poder e do dinheiro, pessoas podem ser compradas ou assassinadas.

Solução: POLÍTICA PARTICIPATIVA

Como em um condomínio, somente os interessados criam, analisam e votam abertamente em projetos pela internet.

Um exemplo de sucesso é o “Ficha Limpa”, conseguido por iniciativa popular.

Existem outras iniciativas esperando pela sua participação, é só entrar e assinar, caso concorde:

Você mesmo pode criar sua própria campanha e angariar assinaturas.

Portanto, não voto. Se tiver que votar, anulo.

Essa é a minha atitude contra esse velho e ultrapassado sistema injusto!

Não consigo entender como têm pessoas que ainda acreditam nesse sistema, mesmo se arrependendo toda vez que vota! São verdadeiros fantoches do sistema OU estão envolvidos diretamente nessa politicagem, tirando vantagem de alguma forma em cima do povo!